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Só falta escrever

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Tudo pronto, só falta escrever! Foi o título que me chamou a atenção nesta manhã. Um post do blog A Caixa de Imaginação indicando alguns blogs (incluindo o nosso) para estimular ainda mais sua criatividade e ajudar a criar aquele texto incrível que você vem planejando há tempos…

Se eu fosse você, não perderia essas dicas por nada!

Confira o post aqui!!!

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4 Comentários

  1. Grande texto!!!!!Ver ai Bruna!!coisa linda.

    Curtido por 2 pessoas

  2. Alberto Moura disse:

    Amo a Língua Portuguesa, mas detesto o alfabeto. Tem letras demais. Bastariam 12 símbolos, para se escrever qualquer palavra (inclusive as onomatopeias) que possa ser traduzida auditivamente. Mas nosso alfabeto tem 104 símbolos, além dos acentos. É demais! Por isso, tenho uma certa preguiça de escrever. Além disso, é muito aborrecido escrever duas vezes a mesma coisa. Repetir-se é chato. Mesmo assim, vou contribuir um pouco mais com seu belo blog, inserindo um poemeto que fiz, na Faculdade, a título de “redação imitativa”, baseado numa crônica de Carlos Drummond de Andrade, cujo título não me lembro. A redação foi proposta pela professora, poetisa Adélia Prado, e o tema, proposto por Drummond, é a falta de escrúpulos dos editores de jornais.

    Coração?

    Jorra sangue em todas as esquinas…
    Homens vendem suas almas por um jogo…
    Outros, compram a consciência das meninas,
    Que ainda têm, no coração, medo do fogo…

    E o jornalista, babando de cruel ambição,
    Escolhe, com cuidado, as palavras para a pauta:
    Sangue, esquinas, almas, jogo, meninas, fogo…
    – E o coração? Onde põe o coração?

    A fome acampa junto aos muros da opulência…
    Dão pó por pão, escravizando os explorados;
    Vendem como gado quem votou por inocência…
    Corações cauterizados: nem lhes dóis a consciência!…

    E o repórter, extasiado, faz o crivo da sensação:
    Os termos preferidos, tiragem e vendagem garantidas:
    Fome, muros, explorados, pó, pão, povo, mente, gado…
    – E o coração? Onde entra o coração?

    Guerra fria, armas quentes, valas cheias de indigentes…
    Crimes tolos, passionais, ciúmes, porres viscerais…
    Seitas tortas, vidas curtas, torcidas, paixões incertas…
    Corações inflamados, revoltas, choques, atentados…

    Âncoras cínicas, caras e bocas, atuação:
    Astros sádicos, requintada narração:
    Guerras, armas, crimes, seitas, corrupção…

    – E os corações? Cadê os corações?

    Soa o alarme: “Urgente! Assalto! Incêndio! Morte! Acidente!”,
    E o foca, disparado, focando a lente:
    Vai à captura do fato, para eternizar na foto!
    O coração em fogo: “Meu grande furo, finalmente!”

    Mas a bala cega vem do escuro:
    Estalo, estouro, sangue, queda,
    Branco, negro, não há furo, nada…
    Só um rombo no meio do esqueleto,
    No lugar onde havia um coração!

    – Coração?! Que coração?!!!

    (Alberto Pontes Moura – Poema – Brasília, 20 de março de 1981)

    Curtido por 1 pessoa

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