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Lei da Semeadura

Semeadura, Colheita, Trigo, Campo De Milho

Por Rô Mierling –  06 de mai. 2016

Via: Revista Contos & Letras

A lei da semeadura diz que aqui se planta e aqui se colhe. Não se pode plantar tomate e colher cenoura. Assim, no geral, mesmo que não venhamos a perceber, em algum momento da nossa vida, vamos colher o que plantamos, ontem, ano passado, dois anos atrás. Não importa.

E isso é muito importante para o crescimento pessoal, individual, cultural e profissional. E os autores e escritores (porque existe diferença entre os termos) devem se ater a lei da semeadura se quiserem realmente crescer dentro dessa arte e mercado tão controverso que é a literatura.

Um dos maiores absurdos que vejo na literatura brasileira e, principalmente, nos novos autores (digo porque já me senti tentada a fazer igual, mas repensei), é cuspir no prato que comeu. Não valorizar quem lhe dá força e incentivo nas primeiras letras e passos.

Quantos autores vemos, pulando de editora em editora seguindo o que a mídia diz estar na moda ou em destaque?

Se uma editora apoia o autor no começo, em uma antologia, coletânea, concursos culturais ou mesmo publicação solo inicial, porque não publicar com eles seu GRANDE livro?

Sabe aquela grande história que você jura que tem ou que sente que pode te fazer um escritor de verdade? Porque não unir seu talento a quem te deu a mão quando você começou?

Porque agora você é um ARTISTA, um ESCRITOR, e não precisa mais. Será mesmo que esse pensamento existe ou procede?

Uma editora divulga o autor iniciante, faz lançamentos, apoia, abre portas e quando o autor realmente está amadurecendo e escreve seu primeiro grande livro, o que ele faz? Procura a editora “da modinha” e envia seu original.

Claro, não existe obrigação contratual alguma entre autores iniciantes e as editorais que lhe abrem as portas, não tem isso. Mas a semente foi lançada e a colheita vai vir. Logo a frente, quando o livro do ESCRITOR estiver sido apenas jogado nas máquinas de impressão, sem uma única divulgação, fora um selo editorial um pouco mais conhecido, é que ele poderá ver que a sua ingratidão literária está voltando para ele através dos frutos do que ele plantou.

Uma editora abre as portas para o primeiro livro do autor, e assim que ele começa a vender um pouco mais, através das ações de divulgação da sua editora, ele espera o contrato vencer e se joga para uma “editora maior”. BRAVO.

Claro, existe a ambição, o desejo de crescer, mas porque não crescer com a editora que lhe deu valor no começo se ela quiser e puder lançar seus novos livros? Porque não dá a primeira análise para sua editora inicial? Será que editoras “fantásticas” de nome midiático vão mesmo valorizar seu trabalho?

Pense bem antes de “investir” tempo e dinheiro (porque todos sabemos que 70% das editoras brasileiras de uma forma ou outra publicam através de pagamento ou compra obrigatória de exemplares). Porque, mais a frente, realmente você pode apenas estar sendo iludido por uma marca, um nome, um marketing que nem sempre se estenderá ao seu livro.

E então você terá em casa mil exemplares para vender, sem uma única MÃO para te ajudar.

Plantar e colher, ontem um esboço do amanhã, pense nisso.

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