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Como Escrever um Livro I

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Desde que tive meu primeiro conto publicado, ouvi muitas pessoas dizendo “eu adoraria escrever um livro”, ou “eu já tentei escrever um livro, mas é muito difícil”. Realmente, escrever um livro não é fácil, mas com persistência, força de vontade, leitura e claro, com alguns macetes, fica bem mais fácil.

Se esse é o seu caso, confira as dicas essenciais para começar hoje mesmo escrever seu tão sonhado livro. Ou se já começou, leia mesmo assim e descubra se deixou passar alguma coisa que possa ajudá-lo a tornar o processo de escrita mais agradável.

Lembre-se!

Escrever não é fácil e requer dedicação. Qualquer um pode escrever? Claro! Mas escrever uma boa história, daqueles que prendem o leitor do início ao fim, dependerá apenas do quanto você se esforça nas tarefas (não tão fáceis) que todo (bom) escritor deverá desempenhar.

Ah! Essas são apenas algumas dicas, se você faz de outra forma e para você dá certo, continue, mas não se esqueça dos amigos aqui e conte-nos, qual o método que você usa em seus textos? Adoraríamos saber um pouco mais e compartilhar com os leitores do portal.

Para Começar

Compre um caderno
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Ou vários. Enquanto você pode querer digitar seu livro diretamente no computador, pode não ser possível ter um por perto quando a inspiração aparecer. Assim, é bom ter por perto aquela velha caneta e papel onde quer que você esteja.

  • Um caderno de capa de couro é mais robusto, enquanto que um caderno simples em espiral mesmo que não seja robusto, é fácil de manter aberto.
  • Em espiral ou capa dura, você deve preferir usar papéis em branco a papéis com linha. Você pode acabar desenhando figuras ou rabiscos.

Eu, particularmente, carrego um bloquinho de anotações na bolsa. Tenho cadernos, mas o bloquinho me salva quando estou fora de casa. Algumas vezes, utilizo o gravador do celular. Em ambos os casos, quando chego em casa, passo todas as anotações para meu “CADERNO OFICIAL DE IDEIAS”. Antes que você pergunte, não, ele não é nem um pouco organizado e a letra com que escrevo nele é horrível, horrível mesmo! Chamo-a de “LETRA DE CRIAÇÃO”, pode parecer bobo, mas são esses pequenos detalhes que fazem toda a diferença no meu processo criativo.

Ponha sua cabeça pra pensar
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Agora que você tem um caderno, é hora de enfrentar o bicho-papão de todos os escritores: a primeira página. Use as primeiras páginas para criar uma visão global de sua história incluindo um esboço, notas sobre as personagens, (possíveis nomes, descrições, histórias passadas, etc.), lugares, época – todas as pequenas coisas que entram em uma grande história. Existem muitas vantagens nesse tipo de visualização.

Eu anoto tudo, tudo mesmo sobre a minha história, deixando uma folha completa para cada tópico. Começo pelos personagens (mesmo que não tenha todos, ou que não saiba tudo sobre eles ainda). Anoto seus nomes (completos), idade, personalidade (tudo o que compõem uma pessoa). Lembrando, que para que eles sejam verossímeis, é preciso que um personagem não seja totalmente “mocinho”, ou totalmente “bandido”. Pessoas comuns, não são homogêneas, possuem várias camadas e complexidades, transfira isso para seus personagens também. Em outra folha, faço anotações sobre o cenário. Onde e quando a história se passa. Quais as características daquele local etc.Todas as informações são importantes, mas não tenha pressa em ter todas as respostas de uma vez, vá anotando aos poucos conforme as ideias forem surgindo. A boa notícia, é que você vai precisar mesmo mudar seu texto várias e várias vezes, então, não tem problema nenhum acrescentar novas ideias ao longo do processo, é até mais comum do que você imagina.

Crie a visão geral de sua história; incluindo um esboço, notas sobre personagens (possíveis nomes, descrições, “histórias de volta”, etc.)

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…os lugares, a era em que a história ocorrerá. Existem várias vantagens para esta abordagem mais panorâmica.

  • Isso irá lhe dar novas ideias para sua história enquanto você descreve diferentes partes dela.
  • Nada vai para o lixo. Você pode descrever um personagem, por exemplo, que nunca aparece na história diretamente, mas que influencia diretamente outro personagem.
  • Crie uma história passada para seus personagens principais. Isso ajudará você a visualizar e até mesmo aprender sobre ele.

 Faça pesquisas e anote tudo. A não ser que você esteja criando um mundo totalmente novo, as informações passadas deverão ser verdadeiras. Você não pode simplesmente inventar o nome de uma doença, ou escrever sobre uma máquina futurista, mas que não se aplica a nenhuma lei da física. Mundo real = Informações reais e possíveis. Mundo fantasia = Informações reais, possíveis ou não (sua escolha).

Crie o seu esboço

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Um esboço irá ajudar você a definir o arco de sua narrativa – o início, o desenvolvimento da trama e dos personagens, a criação dos eventos principais que levarão ao clímax, e então o desfecho.

  • O início da história é geralmente a parte mais difícil – se você quiser que seja assim. A melhor coisa a se fazer é começar o mais amplamente possível. Digamos, por exemplo, que você quer escrever um romance de mistério, e que você é um fã da segunda guerra mundial. Escreva isso: Mistério, Segunda Guerra Mundial. A beleza dessa técnica é que ambas as categorias são amplas, mas simplesmente ao colocá-las lado a lado, você instantaneamente restringe o campo de possibilidades. Você agora tem, no mínimo, uma época, e um ponto central. Alguma coisa misteriosa aconteceu durante a Segunda Guerra. Tente se concentrar um pouco mais.
  • Você pretende criar uma história íntima, ou de contexto geral? A segunda guerra certamente foi ambos. Por exemplo, digamos que seja a história de um soldado.
  • Em que época ela se passa? Na época da segunda guerra, lógico, já que é a história de um soldado desse período – ou não? Esse é um dos momentos decisivos que irá decidir o seu trabalho. Digamos que sua história se passe na época atual. Imagine o cenário: Seu personagem principal encontra um diário – o diário do avô da segunda guerra mundial. Isso é uma grande revelação, já que seu avô nunca voltou da guerra, mas ninguém sabe o que aconteceu, já que o corpo nunca foi encontrado. Talvez, nesse diário, o seu personagem irá descobrir a resposta.
  • Você agora tem muitas perguntas importantes respondidas. Você agora tem muitas perguntas importantes respondidas. ‘’Quem’’? O seu personagem. ‘’Quando?’’ No passado e no tempo atual. ‘’O que?’’ Um diário, um mistério, e uma pessoa desaparecida. Você ainda não sabe o porquê. Essa é uma das coisas que você vai descobrir. Como? Novamente, isso será revelado fazendo perguntas a si mesmo.
  • Desenvolva seus personagens. Comece com o óbvio. Nesse caso, você já criou dois personagens – um jovem rapaz e seu avô. Você pode determinar características dos dois simplesmente pelo cenário, e expandi-los mais tarde. Seu avô com certeza foi casado, então existe uma avó. Existe uma geração entre o avô e o jovem rapaz, então um dos pais dele é filho ou filha do avô. Viu como é fácil?
  • Continue assim, estendendo um personagem a outros conforme eles vão interagindo entre si. Em pouco tempo, é possível que você já tenha muitos personagens e interações. Isso é bom, especialmente se tratando de um romance de mistério.
  • No processo de desenvolver personagens, você irá acabar fazendo a si mesmo a mesma pergunta que seus leitores em breve irão fazer: “O que irá acontecer depois?” Use essas perguntas para desenvolver a história. Por exemplo, o jovem rapaz quer descobrir o que aconteceu com o avô dele. Uma vez que tudo o que ele tem é um diário, ele o lê, e descobre a história que fez o avô e a avó se mudarem de uma pequena cidade para as praias da Normandia, atrás das linhas inimigas – tudo isso escrito em seu diário. Ele nunca conseguiu voltar pra casa. Sabendo esses fatos, você começa a enxergar perguntas e um padrão é mostrado:
  • Os eventos ocorrem “hoje” e também na segunda guerra. Como escrito no diário, a data é 1944.
  • Para acrescentar alguma ação à história, o jovem rapaz deve fazer alguma coisa. Já que o avô nunca chegou a voltar pra casa, mande o rapaz ir à Alemanha para encontrá-lo – vivo ou morto.
  • E a avó, onde ela se encontra no meio disso tudo?
  • Continue através desse processo para criar o arco, e nesse ponto você até pode arriscar um esboço do final: o rapaz descobre porque o avô nunca chegou a voltar, mas descobre como o diário retornou. Então tudo o que você precisa fazer é escrever os acontecimentos intermediários.
  • Faça uma linha do tempo para seu esboço. Agora que você já criou um enredo básico, faça o rascunho de uma linha do tempo para sua história, com cada evento importante dos seus personagens demarcados na linha do tempo. Existirão vezes em que dois ou mais personagens se cruzarão, e onde alguns desaparecem completamente. Apenas desenhe a linha onde esses eventos ocorrem. Isso também irá ajudar você caso em algum momento sua criatividade fique em falta.
Não hesite em fazer edições
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Se você achar que sua trama não vai a lugar algum, e nada que você faça irá ajudar – volte ao ultimo ponto onde tudo fazia sentido, e tente algo diferente. Não é obrigado que sua história “faça” tudo o que está descrito na linha do tempo. Algumas vezes, a história em si tem outras ideias para onde ela irá rumar. Onde quer que você esteja no processo, sua criatividade pode levar você a vários lugares. Siga-a, isso faz parte do prazer de escrever.

Fontes e Citações
Texto extraído e adaptado de: Gravel, a WWII historical fiction by Rachel Kambury. Available on Lulu.com – research source e wikiHow. Adapatações e citações (notas da autora), por Bruna Giroldo – Editora do Portal da Escrita e idealizadora do Geração de Talentos.

 

 

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6 Comentários

  1. Gusta disse:

    Muito legal o post. Geralmente eu sempre ando com meu celular, então aprendi a usar um app bloco de notas para fazer qualquer tipo de anotação. Já teve uma ocasião que digitei quase 3000 palavras durante uma viagem só por conta de ideias que foram surgindo no caminho (e tédio). Prefiro digitar do que escrever, até porque minha letra é indecifrável, mas as vezes pra sair da primeira linha nada melhor do que o bom e velho caderno pra rabiscar.

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    • Bruna Giroldo disse:

      Fico feliz que tenha gostado!!! Ah! Minha letra “criativa” como chamo, também é indecifrável, rs, ou quase, pois sempre acabo entendendo, mesmo que demore alguns bons minutos. Mas qualquer forma de anotação é super válida, seja caderno, app… O importante é anotar para não esquecer.

      Curtido por 1 pessoa

  2. viciolicito disse:

    …maravilhoso seu post…ótimas dicas…eu tento ter sempre um bloco de anotações em mãos, até mesmo quando estou no note, vem a inspiração e eu preciso anotar, senão eu realmente esqueço, e quando não estou com papel e caneta na mão eu escrevo uma msg no celular e salvo nos rascunhos, hehe…acontece muito isso, principalmente quando estou no carro…beijos.
    https://viciolicito.wordpress.com/

    Curtido por 1 pessoa

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