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Um pouco sobre mim

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Meu fascínio pelos livros sempre me levou a mundos incríveis e totalmente tangíveis. Não há no mundo, sensação mais maravilhosa que a de mergulhar em um universo único, concebido pela mente de outra pessoa e que apesar disso, torna-se tão seu quanto dela.

Li e reli livros e mais livros durante a minha vida. Criei muitas histórias e imaginei muitas realidades. Mas nunca havia pensado em ser escritora, em ter livros publicados. Em contrapartida, tinha muitas dúvidas sobre o que responder a famosa pergunta: O que você quer ser quando crescer?

Hoje percebo que a pressa em obter respostas apenas postergou o óbvio. Na ânsia de me sentir realizada, substitui meus sonhos por outros que não eram meus. Criei sensações em minha mente, acreditando que eu as sentiria quando realizasse esses tais sonhos. Como resultado da falta de autoconhecimento, de planejamento e organização, tudo o que consegui foi: NADA.

No momento em que mudei meu foco onde meu questionamento não era o que fazer, e sim, como fazer, tive a tão sonhada resposta de qual era a minha vocação.

Havia decidido que faria faculdade de medicina, mas para entrar na faculdade, primeiro teria que passar no vestibular. Para isso, precisaria estudar muito, muito mesmo, afinal, medicina é um dos cursos mais concorridos do Brasil. Estudando para medicina, estaria apta a entrar em qualquer curso, ou pelo menos na maioria deles.

Dediquei meus dias ao estudo das matérias exigidas nos editais das principais faculdades do país e quando não estava estudando, estava assistindo ao jornal para ficar por dentro dos acontecimentos mundiais, tudo isso, sem me esquecer da casa e da família, afinal, meu papel de esposa e mãe não deveria ser negligenciado.

Passado cerca de quatro meses de estudo, me deparei com uma ideia para um livro que considerei realmente incrível. Lembro que naquele momento eu pensei: Adoraria ler um livro assim! Seguido da afirmação: Por que eu não o escrevo?

Comecei então a colocar as ideias no papel, e quanto mais escrevia mais ideias surgiam. Cada objeto, roupa, pessoa ou palavra que eu observava nas ruas e até mesmo no ambiente familiar, complementava algo a um personagem ou cenário.

No mês seguinte, maio de 2015, surgiu a oportunidade de enviar um conto para uma seleção onde os escolhidos fariam parte de uma coletânea literária. Fiquei empolgadíssima com a oportunidade de ter um texto meu publicado, mas algumas pedras surgiram no caminho. Eu teria apenas dois dias para escrever, revisar e enviar o conto pronto para a editora com certo limite de caracteres. E, eu nunca havia escrito um conto!

Já havia escrito inúmeras redações, historinhas sem nenhuma estrutura formal, mas um conto tem algumas exigências, então fui pesquisar. Pesquisada a estrutura do conto, escrevi. Reli algumas vezes, alterei outras mais para adequar à quantidade de caracteres exigida no edital e enviei.

Passei dias tentando me convencer de que aquele era apenas o primeiro texto que eu enviara para uma seletiva e que não teria problema nenhum se eu não fosse escolhida, tanto que no dia que sairia o resultado, nem fui atrás para ver, tão baixa era minha expectativa.

Dias depois, abri meu e-mail, por rotina mesmo, e lá estava o e-mail da editora com a frase impactante: Parabéns! Você foi selecionada! Fiquei petrificada, depois, alvoroçada com a novidade.

Naquele momento, eu percebi que mesmo que ainda não fosse o momento da publicação do meu livro solo, aquela oportunidade era a minha resposta. Percebi também, que a pergunta correta que devemos fazer para nós mesmos, não é o que você quer ser quando crescer? E sim, o que faz você feliz? O que você faz tão bem e com tanta facilidade, que você poderia fazer pelo resto de sua vida? Essas sim são as perguntas que se respondidas com toda a sinceridade e sem tentar agradar aos outros, trarão a resposta para a sua vocação (prepare-se, pode não ser apenas uma vocação, e sim, várias) , para aquilo que você nasceu para fazer.

A coletânea foi publicada em setembro de 2015 e em novembro tive outro conto publicado em outra coletânea. Outras oportunidades também surgiram nesse meio tempo: escrevi diversos artigos e textos como Ghost Writer e no momento, estou analisando propostas para a publicação do meu romance.

Dediquei-me aos estudos sobre gêneros literários com os melhores professores da área, com foco nos gêneros: conto e romance, além de pesquisas em mídias digitais e marketing para escritores. Todo esse conhecimento é compartilhado no blog Portal da Escrita, através de dicas, estudos e materiais exclusivos para quem sonha com a carreira. No blog também temos a coluna Novos Talentos, onde publicamos textos de nossos leitores, e desde 2016, iniciamos as publicações de livros físicos para incentivar ainda mais os novos escritores. E mais alguns projetos que fica para próxima, senão vou me estender muito apenas falando de mim.

Muitos irão dizer que você teve sorte, ou que a vida foi generosa com você, ouço isso tempo todo! Mas acredite, e eu sei bem do que estou falando: a vida é generosa com aqueles que acreditam e buscam os seus sonhos. Com aqueles que trabalham e batalham para alcançar seus objetivos.

Muitas vezes o único horário que eu tenho para escrever é depois que minhas filhas dormem, madrugada à dentro. E acordar as seis não é uma opção, é praticamente uma ordem! É incrível como crianças pequenas gostam de “madrugar”. Mas ainda assim, faço o meu trabalho com amor, pois faço o que nasci para fazer. E quando seguimos nossa vocação, nenhum trabalho é pesaroso.

Sei que existem muitos escritores talentosos por aí, assim como, médicos, engenheiros, músicos, artesãos… mas que às vezes não sabem como começar ou até mesmo como investir em suas ideias. Eu acredito em um poder maior que me inspirou e continua inspirando, e se eu puder contribuir para que essas pessoas possam sentir essa sensação maravilhosa de satisfação e realização que hoje eu sinto, estarei satisfeita.

Todos nós somos criadores de mundos e temos muito a dizer. O que falamos ou colocamos no papel, tem poder de transformar uma vida, e quem transforma uma vida, transforma muitas.

Termino com uma frase que meu marido sempre diz e que percebi que faz todo o sentido quando estamos em busca de nossas realizações, sejam elas, pessoais ou profissionais,

Escolha um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida.

Confúcio

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