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O oceano no fim do caminho – Neil Gaiman

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Entrar no mundo que Neil Gaiman constrói em “O oceano no fim do caminho” é como entrar em um sonho lúcido, onde o limite entre ficção e realidade, tão claro em outros autores, se perde. Em meio a lembranças de infância que pareciam estar perdidas, até que nosso protagonista se vê diante do terreno onde um dia foi sua casa, vamos participando desta espécie de exercício de memória durante o qual é impossível determinar onde começa a imaginação infantil e onde a mesma termina.

Tive a impressão que nem o próprio personagem sabe até que ponto o que se recorda é real ou criação, mas isso não parece ter importância e, portanto, temos que superar nosso impulso inicial e aceitar o mundo onírico de Gaiman que quisermos aproveitar este livro em todo o seu esplendor. Pois temos diante de nós, sim, o inacreditável, mas também o belo no horror, a simplicidade do que parece absurdo e tudo mais que faz parte da esfera do sonho.

Existem monstros de todos os formatos e tamanhos. Alguns deles são coisas de que as pessoas tem medo. Alguns são coisas que se parecem com outras das quais as pessoas costumavam ter medo muito tempo atrás. Algumas vezes os monstros são coisas das quais as pessoas deveriam ter medo, mas não tem.

Esta é uma narrativa bem mais curta que o outro livro do autor que eu já havia lido, “Deuses Americanos”, e isto tem um ponto positivo e um negativo. O ponto positivo é que aqui o autor consegue construir uma narrativa mais fluida e mal sentimos o tempo passar. O problema, no entanto, é que acaba sendo uma história curta DEMAIS! Senti muita falta de uma continuidade, embora isso possa ser, claro, um sinal de que o livro é muito bom, e não um defeito.

Maíra Protasio

Escritora e mestranda em Filosofia da Arte, vive desde sempre entre livros e cadernos. Vem publicando desde 2014 resenhas de suas leituras em seu blog: doquetenholido.wordpress.com

 

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VOCÊ NÃO ESTÁ SÓ

 

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Talvez você olhe para traz e para os lados e se sinta só. Vê que não está acompanhado, ou ao menos bem acompanhado. As pessoas que lhe cercam não são boas influências.
Talvez você olhe para seu progenitor à procura de um bom exemplo a seguir e  não o encontra e tudo o que vê, é uma grande e constrangedora lista de falhas defeitos e derrotas.
Uma coisa é certa. Não permita que as falhas do passado, defina o seu presente e muito menos determine o seu futuro.
Existia um rei nos tempos de outrora que passou por esse dilema. Seu progenitor há muito havia se distanciado do caminho correto aos olhos de Deus.
Quando assumiu o trono no lugar de seu pai, assumiu também esse legado manchado. Logo a expectativa geral, era que ele seguisse os passos do pai. Porém Josias, decidiu deixar de seguir os passos de seu pai natural, para seguir os passos de seu Pai celestial e isto fez toda a diferença.
Com isso ele foi um grande rei e por meio dele sua nação, pelo tempo em que reinou, achou Graça diante de Deus e foi poupada da destruição. É possível conhecer um pouco dos feitos desse grande rei registrados na Bíblia no livro: 2 Crônicas capítulo 34.
O fato é que e ele não aceitou passivamente levar a diante o legado repleto de mácula à ele entregado. Ele fez uma boa escolha e fez a diferença para a sua geração.
O mesmo pode acontecer com você! Por mais que seu bisavô, seu avô, seu pai seguiram por um caminho errado, você não precisa seguir seus passos.
Tens uma escolha! Levar o legado de mácula, ou descartá-lo e começar a plantar a boa semente de um novo legado para a sua prole. E acredite, ela agradecerá quando olhar para trás e tiver alguém para se espelhar!
A jornada não será fácil. Haverá momentos tempestuosos, de intensa dor. Momentos em que as lágrimas fluirão e se sentirá só e com o olhar turvado pela aflição, chegará a conclusão que nunca teve alguém ao seu lado, para enxugar-lhe as lágrimas. Se este momento chegar. Pare, reflita e reconsidere.
Pode não ter tido, um amigo, um cônjuge, um familiar, ou um pai para enxugar-lhe as lágrimas, mas Deus estava lá e viu cada uma delas. Ele não ficou, não está e nunca estará indiferente à sua dor. Por mais que não perceba, Ele tem agido em seu favor.
Sendo assim, reflita. Viva e não desista!

 

Monýh Oliver

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Promessa

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“Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa; porventura, diria ele e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria? (Números 23:19)”

Havia uma mulher que contraiu matrimônio com o homem que amava. Junto à união veio o anseio de terem um filho. Ano após ano, viram seu sonho não se realizar.
O tempo passou e o avançar da idade os alcançou. Ambos agora com os corpos gastos pelo tempo, conviviam com o amargor de não terem realizado o sonho em comum. O sonho de segurarem nos braços um filho biológico deles. Sara e Abraão viram tal possibilidade se extinguir, devido o decreto do peso da idade. Ele tinha cerca de 100 anos e ela 90.
Aquele dia parecia ser apenas mais um dia, comum, com toda a sua normalidade e até seria se não recebessem AQUELA visita.
Eram três varões, porém um deles era distinto e se destacava. Abraão os recebeu de bom grado e apressou-se a oferecer o melhor que tinha e o Senhor naquele dia fez uma promessa direta à esposa de Abraão.

Aos 90 anos Sara recebeu a promessa de que teria um filho. Na lógica humana isso seria algo impossível de acontecer, visto o avançar de sua idade. Uma pergunta naquela época foi feito à ela e que ecoa até os dias de hoje: “Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR?” (Gênesis 18:14)
É certo que não! Para Deus não há impossíveis! Ele não está condicionado à nossa lógica humana. Quando Ele faz uma promessa ela se cumpre.
Diante do nosso imediatismo, as vezes achamos muito demorado o cumprimento das promessas do Senhor. Mas Deus nunca se atrasa, Ele age no momento certo e nesse meio tempo nos prepara para o recebimento das grandes bençãos que virão.
A questão aqui, é que Abraão recebeu o Senhor, ofereceu-lhe estadia, convidou-lhe a ficar e ofereceu o melhor que tinha.

Agora pare um minuto e pense…
Tens recebido bem ao Senhor em sua vida? Tens oferecido boa estadia?
Se a resposta for sim, então não há com que se preocupar. Faça a sua parte e crê somente. Mesmo que não seja humanamente possível. Por mais que tudo pareça estar contra você, no tempo certo aquilo que Deus te prometeu irá se cumprir e nada e ninguém irá impedir.
Se a resposta for não, medite à respeito. Saiba que um triângulo não é capaz de preencher um quadrado, do mesmo modo que nem toda a riqueza do mundo,  será capaz de preencher este vazio. Só a presença de Deus é capaz disso! Só ele pode aplacar esta dor e trazer a cura que tanto necessita.
É preciso entender, que as trevas não pode destruir as trevas, só a Luz é capaz de fazer isso!

 

Monýh Oliver

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[RESENHA] A (R)evolução das Mulheres – Mindy McGinnis

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É assim que eu mato uma pessoa.

Descubro seus hábitos, decoro seus horários. Não é difícil. A vida dele consiste em paradas rápidas nas lojas de tudo por um dólar, onde compra o mínimo necessário para manter seu ciclo capenga em movimento. O boné enfiado na testa, cobrindo os olhos para não ser reconhecido.

Mas ele é. É uma cidade pequena.

É assim que a autora Mindy McGinnis nos apresenta ao mundo de A (R)Evolução das Mulheres e à sua protagonista, Alex Craft, uma jovem de 17 anos que, depois de perder a irmã em um assassinato brutal (somente partes corpo dela foram encontrados), se encontra no papel da vingadora. Desviando de classificações fáceis como psicopata ou traumatizada, McGinnis cria uma personagem complexa, que nos atrai e repele na mesma medida.

Pois Alex Craft não é apenas a personificação da vingança. Ela também é uma aluna do Ensino Médio que, apesar de ter se mantido distante de todos desde a morte da irmã, vai acabar desenvolvendo uma inesperada relação afetiva com FP e Jack. E é graças a isso que vamos tendo a oportunidade de conhecer outros lados de Alex, pela perspectiva destes dois outros personagens, lados que talvez ela não pudesse nos contar ou talvez lados que ela nem mesmo sabe que tem.

Mais do que discutir as questões que envolvem o ato de fazer justiça com as próprias mãos em uma situação em que fica claro que a justiça em si não é capaz de fazer o seu trabalho, este é um romance jovem adulto extremamente feminista sem que o termo necessite ser utilizado uma única vez. Pois ao longo do romance nós seremos expostos a situações que vão deixando claro o alcance da cultura de estupro, que vai da menina bonita que é tratada como objeto sexual por todos até a menina que bebe um pouco demais e, completamente inconsciente, estava “pedindo”.

No anonimato da escuridão, o ar parecia pesado de pensamentos, a loira sentada do meu lado se esforçando para respirar normalmente quando um menino sugeriu que ela seria a estuprada entre as cinco de nós que foram apontadas.

Tudo isso é apenas potencializado pelo fato de que, ao se passar em uma cidade pequena, vemos uma história em que todos se conhecem muito bem, inclusive agressores e vítimas. O cara que vai te estuprar quando você estiver caindo de bêbada é o melhor amigo do seu irmão. O cara que grita que você merecia ser estuprada é seu amigo desde o Jardim de Infância. O cara pedófilo pego com pornografia infantil é aquele tio da sua amiga com quem você já passou horas sozinha ao longo da sua infância e, “por sorte”, não aconteceu nada com você. Temos, desse modo, uma situação impossível para a polícia: afinal, quem vai querer denunciar o vizinho, o filho da melhor amiga, o seu melhor amigo que estava apenas querendo se divertir um pouco?

A leitura de A (R)Evolução das Mulheres é, desse modo, muito fácil e muito difícil. Muito fácil porque os personagens nos envolvem e a série de acontecimentos encadeados aqui fazem com que não queiramos parar de ler até chegar ao fim, além do estilo de escrita da Mindy McGinnis ser bastante fluido. No entanto, é uma leitura muito difícil por tratar de temas tão fortes (e de não ter medo de descrever certas cenas em detalhes). Portanto, se você se sente preparado para encarar um YA com violência, abuso sexual e muita verdade, leia. Garanto que não vai se arrepender.

A violência da vida real não é aquela coisa coreografada dos filmes. Não é sensual. É algo desajeitado e confuso.

Maíra Protasio

Escritora e mestranda em Filosofia da Arte, vive desde sempre entre livros e cadernos. Vem publicando desde 2014 resenhas de suas leituras em seu blog: doquetenholido.wordpress.com

Breakfast at Tiffany’s – Truman Capote

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Nesta deliciosa novela, cuja história original muita gente nem sabe que é do aclamado autor americano Truman Capote, conhecemos uma Holly Golightly tão envolvente, cativante e imperfeita quanto a protagonista interpretada por Audrey Hepburn no clássico de mesmo nome. Existem diferenças, claro, como o fato de que sabemos desde o início que a protagonista tem apenas 19 anos durante os eventos da obra e que ela é loura, assim como o final da história.

Acho que o mais interessante deste livro, tendo ou não visto sua adaptação para o cinema, é o modo como somos apresentados a esta mulher-menina aparentemente fútil e interessada em algum tipo de “golpe do baú” e, aos poucos, nós temos a oportunidade de entender que há muito mais por trás desta imagem. Uma imagem, inclusive, que em grande parte foi escolhida por ela pelos diversos homens que passaram por sua vida e que insistem em tratá-la como uma boneca com tons de Lolita.

É também uma leitura deliciosa para aqueles que se apaixonaram pela Holly interpretada por Hepburn, pois faz com que nos lembremos de detalhes que podem ter passado despercebidos no filme, ao mesmo tempo que matam nossas saudades desta personagem que luta de maneira tão sutil e angustiante por sua liberdade com as únicas ferramentas que parecem estar à sua disposição.

Talvez não seja uma leitura que vá mudar a sua vida, mas é uma leitura muito gostosa e que nos ajuda a pensar o lugar de uma mulher jovem e bonita na nossa sociedade, seja hoje ou nos anos 50, época na qual a história se situa.

 

 

AMORA – Natália Borges Polesso

Em Amora, Natália Borges Polesso nos brinda com uma coletânea composta de 33 contos ligados por um tema em comum: todos giram em tornos de diferentes relacionamentos amorosos entre mulheres. O que poderia ser repetitivo, ou apenas uma forma de ser ~polêmica~, prova-se rapidamente muito mais que isso.
Pois o que Polesso nos mostra, com seus contos, é que ser gay não é o ponto. Estas são histórias de pessoas. São histórias de amor. São histórias de desamor. São histórias de momentos e de uma vida inteira. São histórias.
É claro que, como costuma acontecer em livros de contos, existem alguns melhores que outros, mas acho que, no caso de Amora, é justamente a diversidade de estilos, problemas e soluções. Cada conto é único, abrangendo uma constelação própria de mulheres incríveis e apaixonantes.
Para quem gosta de contos, dos mais sucintos aos mais extensos, dos mais fofos aos mais amargos, é um prato cheio!

Caridade

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A vezes temos uma visão um tanto equivocada e distorcida do que é caridade.
A caridade em si não se resume em apenas doar algo a alguém menos favorecido, isso é filantropia. A caridade vai além. Ela é a prática do amor, é demonstra-lo em sua forma genuína. Não nego que a verdadeira filantropia é movida pela caridade, mas isso não a define.
É entre outras coisas, fazer o bem aquele que só nos tem feito mal.
É perdoar aquele que nos tem ofendido.
É doar-se integralmente a alguém que não merece. O Mestre Jesus é o nosso maior exemplo disso!
A verdadeira caridade, não está condicionada às ações boas ou más das pessoas em relação a nós ou aos demais. A que está, é falsa e se esvai feito poeira ao menor sinal de vento.
Em 1 Coríntios 13 temos uma perfeita definição do que é caridade. Ela nos aperfeiçoa e nos torna capaz de esperar e tudo suportar, pois ela jamais acaba!
A caridade é a mais importante das três virtudes teologais:
“Agora pois, permanece a fé, a esperança e a caridade, estas três, porém a maior destas é a caridade. (1 Coríntios 13:13)”
Eis aí virtudes a se preservar.

 

Monýh Oliver

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O CENTAURO E A SEREIA

Havia, no bosque, um centauro que se gabava de ser o melhor atirador de flechas da região. Andava sempre com seu arco a tiracolo e sua aljava cheia de flechas. Todo centauro gosta de caçar touros e, por isso, quando ele aparecia em uma campina na qual os touros pastavam, esses animais fugiam a rápido galope com medo dele. E o centauro ia ao seu encalço, atirando flechas e caçando os pobres animais.

Sendo tão bom caçador, o centauro tinha vários escravos, ou seja, os próprios touros que caçava. É verdade que alguns desses touros viravam comida e iam parar no bucho sem fundo do centauro, que gostava de churrasco mal passado. Os que não viravam comida viravam escravos e serviam o centauro em todos os seus desejos. Assim, o centauro arrogante atrelava os touros a carroças e arados, colocava-os para puxar grandes toras de madeira ou grandes blocos de pedra e usava-os como montaria para alguns conhecidos seus, como o sátiro Fauno.

Mas, Fauno não fazia questão de montar no lombo dos touros, pois era contra a escravidão:

– Os touros têm o mesmo direito à liberdade que você e eu! – dizia ele ao centauro arrogante – Ninguém tem o direito de tirá-los das campinas, colocar arreios neles e obrigá-los a trabalhar contra sua vontade.

Mas, o centauro não queria saber de conversa e continuava caçando. Além dos touros, ele caçava veados, pombas, coelhos, raposas e patos.

Um dia, Fauno falou para o centauro:

– Sabia que no mar aqui perto vive uma sereia muito bela e vaidosa que se gaba de arrastar para o fundo do mar os mais fortes marinheiros, os mais experientes e viajados?

– Não sabia!

O centauro não sabia de nada que não se relacionasse à sua própria força e à sua própria esperteza. Para ele, o mundo girava em torno de seu umbigo.

– Pois, é verdade! – continuou Fauno – Ela já levou a pique milhares de embarcações, desde pequenos barcos até grandes navios.

Mas, o centauro não se importou com aquilo e até esqueceu o assunto. Um dia em que perseguia um coelhinho muito ágil, foi parar nas margens do mar sem fim. Parou para contemplar aquela imensidão de água e, por um momento, sentiu-se pequeno diante do oceano, cujas ondas iam até o alto e caíam com força, engolindo tudo.

Mas essa admiração durou pouco. Logo, o centauro, grande caçador que era, encheu o peito de ar e continuou caminhando, de arco armado, em busca do coelhinho. De repente, ouviu uma voz doce e belíssima que parecia preencher todo o ar ao seu redor. Era uma linda voz que cantava uma linda canção – uma melodia tão maravilhosa e uma voz tão encantadora que nem o mais afinado cardeal, sabiá ou canário poderia imitar.

O centauro parou e ficou procurando de onde vinha a voz. Olhou para o céu, mas nada viu. Olhou para a terra, mas nada achou. Olhou para o ar, mas só sentiu a lufada do vento em seu rosto. Então, olhou para o mar sem fim e viu, apoiada em uma pedra, uma linda mulher de cabelos dourados que brilhavam como o próprio sol. Sua pele era alva e sua boca muito vermelha e, enquanto ela cantava, chamava com os dedos o centauro para junto dela.

Atraído por tanta beleza, o centauro largou o arco e a flecha e entrou na água, caminhando enfeitiçado na direção da sereia. Foi indo, indo, indo… Chegou bem pertinho dela. A sereia, sorrindo, mergulhou no mar. E o centauro foi atrás, seguindo-a para seu reino. Afundou e nunca mais voltou à superfície. A sereia fez do centauro um escravo e o usava para carregar coisas no fundo do mar, para arrastar pedras, para conduzir outras sereias em seu lombo, para todo tipo de serviço pesado.

Lá em cima, o coelhinho, vendo que o centauro mergulhara para sempre, apanhou seu arco e a flecha caída e voltou ao bosque para contar a novidade.

Tudo havia sido combinado. A sereia era amiga dos touros e dos outros animais do bosque, que iam sempre à beira do mar, contemplar o horizonte. Ela resolveu ajudá-los a se libertar do jugo do centauro.

– Atraiam o centauro para cá e eu farei o resto! – ela falou.

Foi por isso que o coelhinho levou o centauro até o mar. O arco e a flecha do centauro foram quebrados. Como os animais ficaram alegres, livres do centauro arrogante que os caçava e fazia os touros de escravos! Agora, os touros pastavam livremente nas campinas, os coelhos pulavam no mato, os patos nadavam alegremente nas lagoas azuis.

Fauno, velho amigo do centauro, compôs uma melodia para ele – uma triste melodia de despedida.

Quanto à formosa sereia, continuou causando tragédias, levando a pique as mais potentes embarcações e orgulhando-se disso. Até que, um dia, um enorme cachalote branco, farto de ouvi-la contar suas façanhas, engoliu-a.

 

MORAL DA HISTÓRIA:

Todos têm suas qualidades – o importante é saber usá-las!

Use seus talentos para fazer amigos e não para criar inimigos.

SÓ DEPENDE DE VOCÊ

 

As Palavras de ValeknorA falta de atenção ao ensino, resulta em não aprendizado.
A falta de foco, resulta em uma jornada sem rumo.
A falta de força de vontade, resulta em uma vida estagnada.
A falta de coragem, resulta em atos de covardia.
A falta de fé, resulta em uma vivencia de impossibilidades.
A falta de paciência, resulta em ações precipitadas.
Enfim, a falta de Deus, resulta em uma existência vazia.
Somos o reflexo de nossos atos. Somos hoje, o que fizemos ontem.
Se não gosta do que és hoje, não fique estagnado. Aja! Faça algo diferente.
Só haverá mudança, quando verdadeiramente houver a vontade de mudar.
Muitos tendem a se fazerem de vítimas da situação. Porém, só é vítima quem aceita e se acomoda nessa posição.
Adversidades existem. Dificuldades também! Elas não desaparecerão só porque fazemos biquinho.
É preciso tomar uma posição. Resolver ter atitudes positivas para reverter a situação.
Talvez você olhe à sua volta e reconheça que não há mais força em ti e não conseguirá sozinho. Em uma coisa você está coberto de razão; realmente não conseguirá sozinho e nem há motivo para isso. Há um Deus disposto a caminhar contigo nesse vale e te fortalecer durante a jornada.
No maior livro de todos os tempos, em Isaías 40:28-29 vemos a seguinte afirmação:
“Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fadiga? Não há esquadrinhação do seu entendimento. Dá esforço ao cansado, e multiplica as forças daquele que não tem nenhum vigor.”
Pessoas falham e nos decepcionam, Deus não! Portanto, existir um Deus que é Onipotente e que está disposto a nos auxiliar e compartilhar de sua presença e amor e abrirmos mão disso, é o mesmo que abrir mão da luz para vagar erroneamente nas trevas.
Por mais que no momento tudo esteja dando errado e você se encontra perdido. Saiba que as coisas podem mudar. Só depende de qual atitude irá tomar. Só depende de você!

 

Monýh Oliver

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APRENDA COM AS ÁGUIAS

 

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Sabia que uma águia sabe quando uma tempestade se aproxima muito antes dela começar? Ela voa para um lugar alto e espera os fortes ventos que virão.
Quando a tempestade chega, ela estende suas asas e usa o vento para sobrevoar acima da tempestade.
Enquanto a tempestade está passando e causando transtorno e até mesmo destruição, a águia voa acima dela.
Algo interessante a ressaltar é que a águia não foge da tempestade, ela simplesmente a usa para se erguer e voar mais alto.

Todos nós em algum momento da vida enfrentaremos tempestades.
Não devemos tremer e se desesperar perante ela. Há um Deus maior do que toda esta situação. Se Ele permitiu que tamanha tempestade viesse na sua direção é porque Deus sabe que o tamanho e a potência dela é sua medida exata. E tal tempestade servirá para te elevar, não te destruir. Porém, vai depender da maneira que reagirá a ela.
Quando os discípulos naquele barco temeram diante da tempestade, Jesus de imediato veio ao encontro deles e lhes disse: “Tende bom ânimo! Sou eu! Não temais”. (Mateus 14:27)
O mesmo o Senhor fala para nós no dia de hoje!
Lembre-se que você não está sozinho em meio a essa situação. Saiba que só é possível vencer as tempestades da vida, quando paramos de focar na força da tormenta e focamos no poder do nosso Deus. O qual certamente nos capacita a lidar e vencer todas as intempéries.
Não é preciso fugir da tempestade, o Senhor nos dá força e capacidade para nos erguer ainda mais, com os seus fortes ventos e assim voar acima dela.
Nunca se esqueça disso:
Não são propriamente os pesos que nos leva ao chão e sim a maneira despreparada com que lidamos com eles.

 

Monýh Oliver

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